Poesia

Quem me vê não vê

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Quem me vê aí sentada não vê a pessoa atrás da foto, minha mãe. Quem costurou comigo cada livro. Quem aprimorou e inovou cada ideia.

Quem me vê aí não vê, meu pai. Quem me levou, carregou as coisas e fez a lancheira com frutas e água gelada.

Quem me vê não vê, minha irmã. Quem me levou um muffin de baunilha para adoçar a lida.

Quem me vê não vê, as noites em claro, a crise criativa e a saída para tornar a poesia uma experiência a ser vivida.

Quem apenas leu não viu, a história por trás de cada linha.
Que sorriu, sentiu.O que me invadiu quando escrevi aquela poesia.

Quem partilhou seu tempo, dividiu histórias. Viajou por memórias. Também criou novas.

Quem vê alguém apenas vê. Uma imagem fragmentária, ilusória e introdutória. Quem vê não vê tudo o que se passou até chegar àquele pedaço da história.

Ligia Tosetto do Prado

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