Poesia

Caminhos Camuflados

Palavras têm asas duplas e revoam
insondáveis por caminhos camuflados

Se pergunto: posso sentar?
quero dizer: preciso conhecer você melhor.

Se pergunto: costuma vir aqui?
quero dizer: preciso saber de onde você ve, par onde você vai, onde e como você vive.

Se pergunto: seu nome?
quero dizer: quem é você, quando é você, onde é você, como é você, por que é você?

Se pergunto: o que você faz?
quero dizer: do que você gosta, do que precisa, o que deseja, o que sonha, com quem     sonha, do que se esconde?

Se pergunto: posso ver você de novo?
quero dizer: tem um lugarzinho aí para mim?

(Ricardo Azevedo. Feito bala perdida e outros poemas. Ática, 2008)

 

 

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