Crônicas Tiny Great Moments

Vende-se uma ilha

Um belo dia, inesperadamente, (quase) toda a família acabou aparecendo na casa da minha avó para o almoço. Sim, de novo a casa da dona Edna figura como palco dessas estórias. Afinal, que culpa temos nós se nossa família é grande e cheia dos melhores tipos, não é?

Era um tal de pegar o feijão aqui, passar o braço em cima da cabeça do outro pra pegar o tempero da salada, enfim, tudo seguindo seu roteiro normal, quando, direto do quadrado da televisão foi possível ouvir:

– Fulano de tal está vendendo uma ilha. Ela fica localizada em…

O silêncio imperou. Por um minuto, todos ouviam atentamente a notícia sobre a ilha. Mal se finalizava a reportagem e começamos o que melhor sabemos fazer: palpitar. Eu e meu pai logo começamos a discutir questões de legalidade, léguas e propriedade. Questões jurídicas no prato, que ficou cheio rapidinho. Demorasse um pouco mais, meu pai tirava a calculadora e discutia a contabilidade com a minha irmã. Minha prima – que não é fã dos números- disparou:

– Se eu tivesse dinheiro pra comprar uma ilha, estaria era viajando por todas as outras.

Minha mãe, mais modesta, lançou um preço mais baixo como contra-oferta. Sabe como é…vai-que-cola?!  Todos sabemos que num leilão, vence quem dá o melhor lance, certo? Nesse caso, minha avó não hesitou:

-Gente, ilha afunda!!

Fim dos debates.

 

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Dubrovnik, Croácia

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