(Ins)pira

O que nos conecta?

Desde que me mudei, venho tentando entender o que nos conecta uns aos outros. O que, nesse louco universo, faz com que alguns encontros se perpetuem no tempo e no espaço?  O porquê de certas pessoas permanecerem em nossas vidas, ainda que o movimento seja de mudança…

O passado poderia oferecer alguma resposta. Será que tentamos de todos os modos nos lembrar de quem nós fomos, ainda que esse passado seja o segundo que passou? Ou, no raciocínio contrário, tentaríamos nos afastar o quanto mais de quem nós fomos, criando um novo eu? Ambas as respostas são possíveis. Daí poderiam vir nossos fluxos de contato com umas ou outras pessoas através do tempo. Mas como responderíamos àquele contato verdadeiro e imediato que logo desperta simpatia e perdura no tempo?

Tenho experimentado dessas relações de simpatia automática desde o meu intercâmbio. (Ou, talvez, apenas tenha parado para prestar atenção nelas a partir dele.) Uma risada dividida. Um sorriso ou uma ideia abraçada no mesmo instante. A conversando fluindo facilmente, ou o silêncio soando levemente. Aquele momento em que a existência é fluida, fácil. Ser você é tão natural como estar com o outro. Nesses contatos, telefone, internet ou qualquer meio de comunicação servem unicamente como instrumentos a serviço do encontro (de almas): que já aconteceu! Aproxima e permite o contato, mas, se inexistente, não muda o fato de que o próximo encontro será tão- ou mais- dotado de significado. Afinal, o que explicaria o reencontro com um grupo de amigas a cada 2 anos se fazer tão verdadeiro quanto nosso dia-a-dia juntas há alguns anos?

Sou um tanto quanto relapsa em manter contato. Perguntar como foi o dia, ligar, lembrar de datas… Mas sou tão presente em pensamento! Espero que meus amigos saibam disso. Nessa mente tão feita de passado e preocupada com o futuro, os momentos são tudo o que se é lembrado, com amor e afeto. A comunicação da saudade se faz pelas lembranças, pelo choro em meio ao riso que dói a barriga, pelos abraços e cheiros. Sei que estamos conectados. Espero que todos aqueles que me são afetos recebam, todos os dias, nossos mais sinceros momentos, enviados pelo canal do pensamento: nossa ir(real) conexão!

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